ForÇa de vontade, foi o grande resumo dessa aventura.
Natalenses, comedores de camarao, desportistas de fim de semana e olhe là.
Moradores ao nìvel do mar, num calor da molesta.
Altitude, Frio, Estafa, preparo fìsico, descrédito.
Nada disso nos derrubou.
Nao foi tranquilo... Várias paradas, vàrias… Mas mesmo cansados, deitados na neve, estafados, falas como ¨para cima dele!¨ ¨vamos subir!¨ Eram o nosso apoio, nosso refúgio -sim, muitas vezes pensamos na nossa casa’… Um apoiando o outro…
SuperaÇao, emocao por chegar…. e realmente sentir o frio, sentir a altitude, sentir cada passo dado, sentir cada respiracao… lembramos ainda e sempre de tonito, turismo vivencial…
Levaremos cada experiencia para sempre e as paisagens tiram o folego, mais atè que a altitude, mas o contato com as pessoas è que estamos valorizando por demais nessa viagem e nao è por menos…
Tres comedores de camarao (galados) fizeram o inacreditável... Chegaram os tres juntos a 6088m, chegaram ao cume do Huayna Potosí, uma magnifica montanha da Bolivia. Pois é, nao bastasse eles serem brasileiros, que de 5 chegam 2, potiguares, que vivem em 0º de altitude, eles nao sao alpinistas, nem mesmo praticam algum esporte. Mas com toda forca de vontade, herdada dos indios resistentes dizimados na guerra dos bárbaros, com a energia positiva que as pessoas queridas lhes enviaram, com toda paciencia dos guias que os acompanharam e, acima de tudo, com o apoio que um tinha do outro, eles conseguiram meus amigos... nós conseguimos. Nao foi nada facil, repito, foi inacreditavel.
Foi uma expeiencia demasiadamente emocionante, impossivel conter as lagrimas. Conquistar uma monatanha daquela, contemplar aquele visual divino, sentir o prazer da superaçao é, como diria nosso amigo Joao Neto (Bojao), extraordinário. Fisicamente nao teriamos conseguido, a soroshi que o diga, foi muita concentraçao no objetivo, foi a amizade que nos levou aos céus.
A subida é horrível, cansativa, demorada e muito INGRID, mas chegamos lá! Sensacional!
Tudo comecou com o contrato na agencia Mountain & Jungle, ligada a mesma que fizemos o downhill. Tudo por USD130,00 (bs 910,00), muito em conta pelo que vimos. Marcamos a provacao da roupas e quando chegamos já encontramos nossos guias, Sergio e Sabino, nada mais oportuno... A roupa te deixa um robo, mas imprescindível, como vimos dias depois.
A brincadeira que contratamos foi a de 3 dias: o primeiro só de treinamento, o segundo de subida ao campo alto e o terceiro de subida mermo!
Primeiro dia, acordar cedo, as 7h, tomar um desayuno muito bom, terminar de arrumar a bagagem que ficaria com Titi e partir para a agencia, chegando as 9h20. Fomos direto pro campo base, onde almocamos, muito farto por sinal, e conhecemos um pouco mais do nosso cronograma por estes dias. Otima oportunidade tambem para conversar com os guias e entender melhor essa de ser homem-gelo. Apos o almoco é hora de ir treinar. Ali perto tem uma geleira que serve para isso, roupas no corpo, crampons e piolet, muitas tecnicas para subir gelo, tudo isso em 3h. Já deu pra sentir que nao seria fácil. Regressamos ao acampamento base, cena e dormir.
Segundo dia, acordamos as 8h, desayuno e partimos as 9h30 pro campo alto. Subida da morrana cheia de cascalho, isso com as mochilas lotadas de equipamento, pesada mesmo. 2h30 de subida pela montanha de pedra, coisa que qualquer cholita faz em 50min brincando. Imaginem nossa surpresa... As 12h no campo alto, almocamos, conhecemos alguns franceses que estavam por subir tambem e, claro, brasileiros. Estes nos disseram que ja eram escaladores e que tinham subido a morrana em 45min, e que pra subir o Huayna vomitaram, tiveram dolores de cabeca, a porra toda, fudeu!!! Se caba preparado se fode assim, imagine os atletas aqui. Apreensao define esse momento. Nao deu outra, dormir. Acordados por Sabino, um dos nossos guias, as 18h pra cena, últimos esclarecimentos e dormir novamente.
Terceiro dia, levantamos as 00h, terminamos de arrumar as coisas e fomo pra base de gelo, 10m do campo alto. Lá colocamos os crampones e partimos para a subida mais fuderosa de nossas vidas. Após menos de 2h de caminhada geleira acima, Vitinho: Sergio, chegamos na metade? Sergio: Estamos perto dos 1/4. CARAJO! Nao deu muito tempo, todos os outros grupos nos passam, ficamos por ultimo, hehehe. Subidas e paradas, a montanha nao tinha fim. Exaustos chegamos a metade. Sergio: agora sim chegamos, faltam apenas 500m. Caminhamos como pudemos, muito mesmo. Caminhavamos e paravamos, tres passos e uma parada. Guias pacientes... Vitinho: nao aguento mais, daqui pra frente é só forca de vontade. Helinho: faltam só 300m, daqui ninguem volta! Vitinho: blz, mas vc ta vendo estrelas no gelo? Helinho: eu to vendo desde lá embaixo... Os guias optaram pela subida La Pala Grande (ninguem fez essa, só nós comedores de camarao aqui) uma escalada fuderosa, mas rápida, já que o sol já nascia. Sergio foi abrindo caminho onde nao havia, o gelo quebrou umas 4 vezes. Joao disparou na frente com Sergio e quando encontravamos na metade do caminho, todas as aquipes ja voltavam pro campo alto, e passando pela La Pala Grande ascenavam: Go brasileños, go!!! Foi a estiga que precisavamos, emocionante. Entao por volta das 7h30, CONQUISTAMOS! O Huayna era nosso!!! Partilhado com todos voces! Precisa de descricao nao...
Gratos a todos que torceram, a quem colocou areia tbm, podem acreditar, isso tambèm ajudou…
Gratos a Sabino, Sèrgio que vivenciaram isso com a gente e com certeza tiveram grande responsabilidade nessa subida.
